Transparência: base dos negócios sustentáveis.

Transparência: base dos negócios sustentáveis.

Transparência é a condição de se deixar perceber com clareza, sem disfarces, sombras, manchas ou obstáculos.

Pessoas, empresas e governos transparentes geram confiança.

Apesar da aparente fragilidade, a transparência é a base de relacionamentos duradouros e dos negócios sustentáveis.

Ser transparente exige coragem, maturidade, boa autoestima e sobretudo o firme propósito de deixar um legado, para a família, o mercado ou para o mundo.

Para se sustentar, a transparência requer esforço, compromisso e atenção.

Assim como o ar, que embora invisível produz uma estrutura brilhante e encantadora como a bolha de sabão e sustenta uma pesada aeronave no espaço, a vivência ética é o combustível e o suporte da transparência.

Transparência como valor 

A transparência para ser exercida em sua plenitude requer disponibilidade para reconhecer acertos e falhas. Por isso, ser transparente exige coragem ética.

Agentes capazes de diagnosticar imperfeições em suas atitudes, procedimentos ou processos, bem como de comprometerem-se com o saneamento de tais vulnerabilidades, atraem reconhecimento e melhoram suas imagens.

Ao agregar transparência aos seus produtos e serviços, as organizações são percebidas como “mais confiáveis”. Seus funcionários, parceiros, fornecedores e consumidores, por sua vez, sentem-se “mais seguros e confortáveis”.

Esse “novo valor” passa a integrar seus espectros de preferências e passam a exigi-lo mais e mais do mercado.

Dessa forma, estabelece-se uma “espiral ascendente”, que expande a capacidade das pessoas para usufruírem de um tipo de vida que elas valorizam. Tal movimento, impulsiona um novo modelo de desenvolvimento, estamos falando sobre  o Desenvolvimento como Liberdade (*).

O processo é o inverso do “ciclo pernicioso” da corrupção que comunica desânimo e abala a confiança dos cidadãos em empresas e governos. Dessa forma instala-se o medo e a desordem que culminam com baixo desenvolvimento, desemprego, exclusão social, violência, etc.

Para o indivíduo, o autoconhecimento é a chave de seu aprimoramento pessoal e profissional.

Para as companhias, a análise das oportunidades e ameaças bem como dos riscos do negócio é decisiva para alcançarem resultados sustentáveis.

Tanto pessoas como empresas precisam se “auto conhecer” para eliminar pontos obscuros e comunicarem melhor seus propósitos.

Quando não se tem transparência

Uma das faces visíveis da falta de transparência de um país é a deterioração dos negócios, dos serviços públicos em contraste com o aumento da criminalidade e do desrespeito ao meio ambiente e aos Direitos básicos, enquanto ocorre a concentração de renda e acúmulo de privilégios em determinados extratos sociais.

Apesar do clima rumoroso de combate à corrupção no qual vive no pais, há mais de três anos, o Brasil ainda se encontra no 79º lugar na percepção de corrupção no mundo, segundo estudos da Transparência Internacional envolvendo 176 países.

Considerando que o Corruption Perceptions Index 2016 é uma fotografia de cada país, é possível afirmar que no Brasil há um enorme trabalho a ser desenvolvido para melhorar essa imagem.

Por outro lado, levando-se em conta tratar-se da soma das percepções dos cidadãos brasileiros, a reversão desse quadro depende primordialmente do esforço de cada um para aprimoramento de seu potencial ético.

(*)Modelo proposto pelo Nobel de Economia e co-criador do  
IDH-Índice de Desenvolvimento Humano, Amartya Kumar Sen

Marcia Pereira

 

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