Desenvolvimento versus corrupção.

Desenvolvimento versus corrupção.

Desenvolvimento pode conviver com corrupção?

09 de dezembro é considerado Dia Internacional do Combate à Corrupção.

Estamos nos rounds iniciais desse relevante combate para o desenvolvimento do país; por isso há pouco o que se comemorar.

A data corresponde à assinatura da Convenção de Mérida – Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, ocorrida em 2003.

No Brasil, esse texto foi aprovado por meio do decreto n.º 5.687, de 31 de janeiro de 2006.

O documento tem como principal finalidade promover e fortalecer as medidas para prevenir e combater a corrupção nos Estados signatários.

Como resultado desse e de outros acordos internacionais, muitos países têm desenvolvido esforços para prevenir e combater esse mal insidioso que destrói a dignidade dos povos.

Portanto, trata-se de um fenômeno complexo, verdadeira enfermidade social que se manifesta em ambientes não íntegros e se traduz na escassez de educação, saúde, segurança ou moradias dignas para as populações.

Devido ao seu caráter contaminante ela é capaz de colocar em risco o próprio Estado Democrático de Direito.

Ocorre que os recursos financeiros gerados pelo trabalho dos cidadãos são drenados para o bolso de alguns por meios ilícitos. Uma vez desviados de suas finalidades originais, servem de combustível para novos crimes e para o empobrecimento da sociedade.

Por isso, países com elevado índice de corrupção, como é o caso do Brasil, apresentam grandes desigualdades sociais e pouco crescimento econômico.

Como uma Nação pode vencer a corrupção e conquistar o desenvolvimento?

Ao contrário do que possa parecer, diminuir a corrupção não é trabalho simples e nem o resultado é que passível de ser obtido apenas com ações reativas.

Dessa forma, embora importantes, as ações de repressão e punição por parte de autoridades e empresas devem ser sustentadas pelas ações dos indivíduos.

Ou seja, se cada cidadão decidir não praticar, não aceitar e não tolerar a corrupção, ela tende a ser afastada dos espaços sociais, econômicos e políticos.

Sem dúvida, para vencer esse combate é preciso que a sociedade deixe de ser vítima desse mal e assuma o protagonismo nessa luta adotando a arma mais efetiva que existe: dizer “não” aos agentes e às oportunidades de corrupção.

Marcia Pereira

Educação e mentoring em Compliance

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