Cidadania e corrupção no Brasil. Um ponto de vista.

A cidadania do brasileiro consciente acordou no dia 23.01.2020 incomodada. 

Ocorre que naquela data, o cidadão foi informado que o país piorou no ranking mundial de percepção da corrupção, segundo estudo da organização Transparência Internacional.

Ocorre que, no levantamento de 2019, o Brasil caiu uma posição repetindo a nota apurada no ano anterior, que já era ruim. A publicação mostra que tivemos o 5º recuo seguido. Estamos agora na 106ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Desde 2012, que nossa presença no imaginário coletivo mundial sobre a corrupção não era tão ruim!

Estamos “mais corruptos”?

Nossos esforços até aqui não adiantaram nada?

Percepção é verdade?

Há quem diga que o aumento da percepção da corrupção no Brasil, não é de todo ruim. Refletiria uma maior consciência da população sobre esse fenômeno complexo.

Todavia quando essa “percepção” se mantém ao longo de várias pesquisas, não estaria refletindo a realidade?

Por outro lado, a percepção não se forma sozinha, ela decorre de fatos.

Por exemplo, (sem discutir mérito!) a recente decisão da Suprema Corte contra prisão em segunda instância que colocou muitos corruptos “em liberdade”, reforçou a idéia de “vale a pena corromper e ser corrompido”. “No Brasil, tudo termina em pizza!” Eis um fato concreto que alimenta a percepção de que as instituições brasileiras, estão menos comprometidos com a luta contra Corrupção.

Sem dúvida, as análises técnicas aprofundadas desse e de outros assuntos podem indicar noutra direção, mas “a percepção” é o que conta para formação do IPC.

O trabalho para trazer o índice brasileiro de percepção da corrupção, para “níveis razoáveis” é árduo, lento, exige coragem, muito trabalho e persistência.

De fato, precisamos produzir fatos que demonstrem que estamos no caminho de ser uma Nação mais Íntegra.

Há que se vencer interesses arraigados no nosso ambiente político-negocial.

Para que o Brasil alcance melhores marcas é indispensável um esforço conjunto dos agentes públicos e privados.

Governos, empresas, escolas, famílias e cidadãos precisam demonstrar sinergia quando se trata da prevenção e o combate à corrupção.

Certamente, discursos não são suficientes para alterar essa situação.

Cidadania: um remédio poderoso contra a corrupção

Dessa forma, ações efetivas, em todos os níveis do Poder Público e da Sociedade Civil, são imprescindíveis!

Além disso, no âmbito individual o cidadão brasileiro, além de dizer “não” à corrupção precisa exercer o Controle Social: isso é cidadania!

Quando acompanhamos o uso das verbas públicas nos municípios, as ações das câmaras de vereadores, cobramos e denunciamos seu mal uso, estamos exercendo em sua mais alta plenitude a cidadania. Desses atos decorrem o atendimento de muitos direitos sociais.

O exercício da cidadania nos municípios, que são a base da Federação, é o centro de uma espiral poderosa de integridade,  capaz de transformar os meios políticos nas esferas estadual e federal. 

Portanto, é a partir do cidadão consciente, com o apoio dos Poderes Públicos encarregados de investigar e punir, que se dá o verdadeiro combate às fraudes envolvendo a classe politica e a iniciativa privada que ameaçam o Estado Democrático de Direito. 

#CorrupcaoNao

Marcia Pereira

Mais informações, em: https://transparenciainternacional.org.br/home/destaques 

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