Integridade, o valor por excelência.

Integridade, ética e transparência.

Para que serve a integridade?

Segundo a literatura dominante as empresas mais respeitadas pelo mercado têm propósitos bem definidos, ou seja, expressam uma razão de existir que vai além dos lucros financeiros.

Como exemplo temos  uma produtora de cereais matinais que declara ter o propósito de “nutrir famílias para que elas floresçam e prosperem”.

Ao se declarar aliada das famílias para que elas sejam prósperas, a marca estabelece uma forte ligação com seu consumidor final e estabelece o compromisso de contribuir para sua prosperidade.

Dessa forma, o propósito conquista o público-alvo. Mas se o produto não for bom o suficiente para “nutrir a família” para que todos saiam de casa felizes para seus compromissos diários, os consumidores procurarão outro fornecedor. Equivale dizer que o propósito tem que ser cumprido para garantir a fidelidade do consumidor.

Dentre os valores considerados mais relevantes para a sociedade de consumo moderna, estão a ética e a transparência.

Na prática, esses dois valores estão interligados e podem ser traduzidos num único valor: a “integridade”. Isso porque, não há integridade sem ética e transparência.

Etimologicamente integridade tem origem no latim integritate  que serve para designar o estado de inteireza ou completude.

A expressão é também utilizada como sinônimo de honestidade, retidão, imparcialidade. Refere-se à condição humana, podendo ser caracterizada por demonstrações de dignidade, equidade, honra, probidade ou decência.

Integridade é fator de fidelização de clientes e perenização de negócios, desde que seja perceptível por esses.

Como a integridade decorre do comportamento humano, somente pode ser percebida observando-se as condutas humanas.

Por isso, eleitores, clientes, consumidores e investidores observam, ou pelo menos deveriam observar, as condutas de seus candidatos, fornecedores ou prestadores de serviços. A integridade demonstrada, ou ausente, nas ações é um indicador de que eventuais compromissos assumidos serão cumpridos, ou não.

O tom que vem de cima

Em relação às companhias, normalmente com grande número de funcionários, diversos níveis hierárquicos e plantas espalhadas por diferentes localidades; as condutas dos líderes é que são alvo de observação. Isso porque são elas que evidenciam o perfil de integridade organizacional.

Parte-se da premissa de que se a Governança demonstrar e exigir comportamentos íntegros os colaboradores seguirão pelo mesmo caminho, pois a liderança dita o modelo a ser seguido.

De fato, se a Alta Direção adota práticas íntegras como regra, o ambiente empresarial responde com mais cooperação, engajamento e produtividade. Isso porque as pessoas apreciam trabalhar em empresas com propósitos elevados, têm “orgulho de pertencer” a um grupo que tem a integridade como propósito. Equipes com forte senso de pertencimento têm melhor desempenho e, por consequência, geram negócios sustentáveis.

O mercado também reage positivamente a empresas que comunicam integridade em suas práticas cotidianas. Nessas instituições é possível constatar que o comando emitido pela Alta Administração é de que todos atuem com integridade. Nesses casos, não há dúvida de que o “tom que vem de cima” é o tom da integridade!

Há uma expressão inglesa para designar essa situação: walk the talk, que significa “Andar em sintonia com o que se fala”, “fazer o que se diz”, ou “fazer aquilo que se prega”. De fato, os verdadeiros líderes devem agir com integridade e não só discursar sobre o assunto.

Os níveis de gestão intermediários representam importantes elos nessa cadeia comportamental, cabendo-lhes disseminar, acompanhar e assegurar a efetividade das práticas definidas.

Seguindo essa dinâmica, as ações dos colaboradores além de retroalimentar a cultura interna de integridade, extrapolam as fronteiras da organização e alcançam fornecedores, prestadores de serviços e demais partes interessadas do negócio.

Por outro lado, se houver dissonância entre o discurso e a prática nos níveis de comando da organização, as atividades se tornam caóticas e consequentemente a empresa mantem-se vulnerável às falhas, fraudes e atos de corrupção.

Assim, a falta de integridade é devastadora para a reputação e compromete a permanência da organização no mercado.

Marcia Pereira, CEC
Educadora Corporativa, Consultora e Mentora em Compliance
Ajudando a construir Negócios Íntegros

Compartilhe este post

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Comentários

Deixe uma resposta